
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Ensaios - "Isto Não Aconteceu"
sábado, 8 de novembro de 2008
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Diário-Construção XI
Há estados de espírito muito difíceis de explicar. O do momento de antecipação da estreia é um deles. Há qualquer coisa que se começa a formar, muito subtilmente, no estômago. Parece um vazio, por vezes. Outros, uma espiral que vai crescendo. O corpo vai-se preparando, ao longo do dia para o grande dia. É uma antecipação que se pode tornar num medo enorme de saltar para o palco, para esse mundo onde muitos eu-outros passarão a comandar uns quaisquer destinos designados por uns quaisquer deuses. Depois, há aquele claro nervosismo, como se estivessemos no topo de uma montanha gelada e o nosso corpo, simplesmente, não nos obedecesse, tal o frio interior que se sente. Os primeiros minutos são de terror puro. Os músculos vão acalmando, aquela entidade que paira sobre nós e que tudo controla vai-nos dizendo
goza o momento deixa-te ir aproveita a oportunidade do privilégio que é aqui estares porque o que estás a fazer é especial.
Deixamo-nos ir. É o tudo ou nada. Se algo falhar será necessário improvisar, gritar pela ajuda de quem ali está, com os olhos. E esperar que, no fim, saíamos daquele espaço com um sorriso nos lábios, pelo tanto que se deu, pelo tanto que se viveu. Porque, depois, amanhã, é um novo dia.
Paulo Martins
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Quando e onde é que isto vai acontecer?
Pronto: está dada a informação, já ninguém pode dizer que não sabia.
Atenção, porque o assunto é sério: isto vai mesmo acontecer!
terça-feira, 28 de outubro de 2008
ISTO NÃO ACONTECEU - Peça em 3 actos de Álvaro Cordeiro

A Quadrilha Lírica, ou melhor: um bando de perigosos malfeitores do sub-mundo, especializada em esquemas não especializados, decide preparar um audacioso golpe que permitirá a concretização de todos os objectivos colectivos (bem como individuais). No decurso do processo, os membros da quadrilha deparar-se-ão com uma proprietária de estabelecimento comercial falida, um fala-barato decadente, uma activa prostituta na hora do descanso e uma insólita estrangeira, os quais inevitavelmente dificultarão o golpe, por causa dos seus próprios objectivos individuais (bem como colectivos).
O quê?
O Diamantino, ou melhor: o Escrínio Criso-Diamantino, uma preciosidade da joalharia, cobiçado por uma longa lista de larápios e traficantes (e por todos os homens que jogam xadrez), o qual será transaccionado no mercado negro pela referida quadrilha, depois de ter sido roubado em circunstâncias misteriosas.
Numa espelunca, ou melhor: numa tasca de estilo rústico em situação de insolvência, para onde todas as personagens acabarão por confluir, por obra das vicissitudes do audacioso golpe (e não só).
Durante um jogo de xadrez, ou melhor: no indefinido intervalo de tempo que medeia entre o recrutamento de um novo elemento para a Quadrilha, a elaboração dos planos, a execução de certos preliminares e a realização (des)concertada de todos os passos do audacioso golpe.
Por causa da poesia, ou melhor: por causa do jogo (de xadrez, evidentemente). Ou talvez seja por causa de ambas as coisas, que fazem parte da vida (não esqueçamos que o xadrez é a metáfora da vida em sociedade).



